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AUXÍLIO DOENÇA


Auxílio doença

É regulado pela Lei 8.213/91, que é a lei de benefícios da previdência social. O benefício é devido aos segurados que ficarem incapacitados para o trabalho ou atividade habitual por mais de 15 (quinze) dias consecutivos.


Existem duas variedades deste benefício:

  • auxílio-doença comum, para doenças e acidentes comuns;

  • auxílio-doença acidentário, para doença ocupacional e acidente de trabalho;

No auxilio-doença acidentária o segurado tem direito à estabilidade provisória no emprego por um período de 12 meses e ainda uma indenização se houve culpa ou dolo do empregador.

(artigo 118 da lei 8213/91 e súmula 378 do TST (tribunal Superior do Trabalho).



Quais são os requisitos para a concessão do Auxilio Doença?


  • Incapacidade para o trabalho ou atividade habitual

  • Cumprimento da carência de 12 contribuições mensais, existe, porém, exceção aos casos previstos na Portaria Interministerial MPAS/MS nº 2998/2001.

  • Ter qualidade de segurado

  • A comprovação se dará por meio de documentação médica, como atestados, laudos, exames, prontuários, receituários, etc. Importante que o atestado médico contenha a CID da doença, o início da mesma e o tempo necessário de afastamento do trabalho.


Quais documentos são necessários para dar entrada ao benefício?


  • Documentos pessoais

  • Carteira de trabalho, carnês de contribuição e outros documentos que comprovem pagamento ao INSS.

  • Para o segurado especial (trabalhador rural, lavrador, pescador): deverá apresentar documentos que comprovem esta situação, como declaração de sindicato, contratos de Arrendamento, parceria, meação, bloco de notas do produtor rural, declaração de aptidão do PRONAF (DAP), a partir de 7/08/2017 etc.

  • Para o auxílio-doença acidentário, a empresa deve emitir o CAT (comunicação de Acidente de trabalho) embora atualmente a perícia médica do INSS possa às vezes reconhecer o direito sem a CAT empresarial, através do nexo entre o trabalho e a lesão.


Como proceder se meu benefício foi cessado?


Se o seu benefício foi cessado logo após a perícia médica pelo INSS, você terá três caminhos a seguir:

  1. aceitar a negativa;

  2. entrar com recurso no INSS (esta opção o caso será reanalisado por quem já deu a negativa);

  3. entrar com ação judicial (já por meio de um processo judicial o segurado será avaliado por um médico especialista na doença) ;


Desta forma, se o pedido for favorável seja na via judicial ou na via administrativa o segurado terá direito ao benefício desde a sua cessação, ou seja, terá direito de todos os atrasados de uma só vez.


Qual o valor do benefício?


O valor do benefício, consiste numa renda que é a média das 80% maiores contribuições do segurado desde julho de 1994 multiplicada ainda por um fator de 91% (o que normalmente gera uma renda abaixo do salário atual do segurado), paga pelo tempo que durar a incapacidade laborativa.


Quando que prescreve meu direito?


Para obter parcelas atrasadas, o direito prescreve em 5(cinco).

Já para obter revisão de atos de concessão de benefícios em geral, o direito decai em 10(dez) anos.


Artigo 103 caput da Lei 8.2013/1991. É de dez anos o prazo de decadência de todo e qualquer direito ou ação do segurado ou beneficiário para a revisão do ato de concessão de benefício, a contar do dia primeiro do mês seguinte ao do recebimento da primeira prestação ou, quando for o caso, do dia em que tomar conhecimento da decisão definitiva no âmbito administrativo.

Artigo 103 Parágrafo único. Prescreve em cinco anos, a contar da data em que deveriam ter sido pagas, toda e qualquer ação para haver prestações vencidas ou quaisquer restituições ou diferenças devidas pela Previdência Social, salvo o direito dos menores, incapazes e ausentes, na forma do Código Civil. (Incluído pela Lei nº 9.528, de 1997) .


Dra. Genilaine Uruguay de Almeida Carlos OAB/MT 25947/O

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